Crônicas – Semifinais– 19/11/2016


17 horas – Ralac 2 x 1 Mahmoud

ralac

Ralac segura pressão do Mahmoud, vence por 2 a 1 e vai para a grande final.

No duelo entre a experiência do Ralac e a juventude do Mahmoud, não faltou disposição e faltas. As equipes fizeram uma partida muito pegada, com cada uma controlando um tempo. No fim, melhor para o time azul e amarelo, que soube transformar as oportunidades em gol e segurou a pressão no fim para garantir a vaga na decisão da Liga Beneditina contra o P-36.

A ansiedade de ambas as equipes fez com que o confronto começasse com muito perde e ganha e poucas jogadas criativas, mas aos poucos, o Ralac foi assumindo as rédeas e, explorando o jogo de pivô com Daniel Cinco, conseguiu criar as primeiras chances. Aos 6, ele recebeu na frente e ajeitou para Vicente finalizar. O goleiro espalmou para escanteio. O Mahmoud tentou responder com Cadu, porém, a bicicleta do camisa 11 parecia mais um velocípede e não resultou em nada. Melhor postado em campo, o Ralac chegou ao primeiro gol aos 9. José Augusto Pequeno recebeu na intermediária, limpou para o pé direito e bateu no ângulo esquerdo. Um golaço de quem sabe! Percebendo a superioridade, o time azul e amarelo manteve-se em cima, buscando aumentar a vantagem. Enquanto isso, a equipe branca não conseguia acionar o pivô Cadu, que era muito bem marcado pela zaga adversária. Aos 12, Daniel Cinco quase ampliou, mas o chute passou por cima, raspando o travessão. O gol do pivô do Ralac estava amadurecendo e saiu dois minutos depois. Vicente recebeu na direita e cruzou rasteiro. Cinco chegou de carrinho na disputa com o zagueiro e colocou para dentro: 2 a 0.

A entrega do Ralac na marcação foi tão grande na primeira etapa que o Mahmoud só levou perigo aos 18 minutos, em jogada de escanteio. Breno soltou a canhota e Rangel fez grande defesa. A bola ainda bateu no travessão e os times foram para o intervalo com o placar ainda marcando 2 a 0.

Na segunda etapa, o Mahmoud mudou a estratégia e inverteu Cadu, um pivô que tem mais potencial de finalização, por Mannarino, que possui maior qualidade de passe. E deu certo logo de cara. No primeiro minuto do segundo tempo, Breno brigou na esquerda e tocou para Mannarino tirar do goleiro com um toque sutil: 2 a 1 e muito jogo pela frente ainda.

Animado, o time branco manteve a marcação sob pressão para cima do Ralac, que já não tinha o mesmo gás da primeira etapa e não conseguia atacar com eficiência. O Mahmoud seguiu acionando Mannarino no pivô e buscava a todo custo o empate. O camisa 10 alternava giros para finalizar com roladas para quem chegava de trás e parecia que o gol sairia a qualquer momento.

Experiente, o Ralac começou a fazer faltas para picotar o jogo do rival e, mesmo tendo menos posse de bola, não passava muito sufoco. Aos 18, Cinco teve a chance de liquidar a fatura em um contra-ataque rápido, mas o chute beijou a trave esquerda. Na resposta do Mahmoud, um lance inacreditável. Após lateral cobrado para a área, Cadu deu um belo voleio e a bola bateu no travessão, no rebote, Mannarino emendou e, novamente, ela resvalou no travessão antes de sair pela linha de fundo. Não tinha jeito. A bola não ia entrar e o Ralac estava garantido decisão.

18 horas – P-36 1 x 1 BSB – (4×3 – penalidades)

p36

Em duelo emocionante com o BSB, P-36 empata no último segundo e vence nos pênaltis.

P-36 e BSB já haviam se enfrentado na primeira fase da Liga Beneditina e muita gente achava que os hexacampeões do torneio não encontrariam grandes dificuldades para passar novamente pelos Back Street Boys na semifinal. Ledo engano. Com um sistema defensivo muito bem postado, o BSB estava com um pé na decisão até os acréscimos da segunda etapa, quando veio o gol de empate do time preto e amarelo que levou a partida para a disputa de pênaltis. Mais experiente, o P-36 não sentiu a pressão e levou a melhor, mantendo vivo o sonho do heptacampeonato.

Como de costume, o P-36 iniciou o jogo impondo seu ritmo com muita troca de passes. Porém, a marcação meia-quadra do adversário não permitia que o time preto e amarelo infiltrasse e chegasse perto da área com facilidade. O confronto foi morno até os 12, quando Parentoni girou no pivô e bateu por cima. O BSB respondeu com jogada de falta. Renan Fernandes rolou e Rafael Jupy acertou a trave direita. Em seguida, Igor Galera recebeu na direita e bateu cruzado, levando perigo ao gol defendido por Leporace. Os Back Street Boys eram melhor em campo e conseguiam anular as jogadas de Serman, maestro do P-36.

Na volta do intervalo, uma jogada assustou a todos presentes no Light. Seman e Bassil disputaram uma bola de cabeça no alto e o camisa 11 do P-36 acabou levando a pior. Mesmo ensanguentado, ele quis continuar na partida e enfaixou o local para estancar o sangue. Sem muita criatividade, o time preto e amarelo tentava chegar ao gol explorando uma das suas principais armas: as jogadas de lateral. Seara teve duas grandes oportunidades, mas as cabeçadas não encontraram o endereço do gol.  Parentoni também teve grande chance ao conseguir girar em cima do zagueiro. O goleiro Igor Murayama fez ótima defesa e a bola ainda bateu no travessão. Depois, foi a vez de Serman, livre, pega muito embaixo da bola e isolar. Encolhido, o BSB conseguiu encaixar um contra-ataque e Marcelo Leitão só não fez o gol porque foi derrubado pelo goleiro Leporace fora da área. O árbitro deu apenas amarelo para desespero dos Back Street Boys.

A revolta, no entanto, durou pouco. Na cobrança da falta, Renan rolou para Rafael Jupy finalizar rasteiro, no canto direito. Gol e muita festa! Faltava pouco tempo para o fim e a vaga estava nas mãos do BSB. Mas como dizem por aí, “o jogo só acaba quando termina”. Em um lance infantil, César Mascarenhas acabou sendo expulso. Ele fez uma falta dura no ataque e levou o amarelo. Na reclamação, chutou a bola para longe e recebeu o vermelho.

Com um a mais, o P-36 partiu para o tudo ou nada e iniciou o bombardeio de chuveirinhos para a área adversária. No último lance do jogo, Serman bateu lateral na segunda trave e Seara, livre, empatou de cabeça, para desespero do BSB e explosão de alegria do time preto e amarelo. Não tinha mais tempo para a nada e a decisão da vaga para a grande final foi para a disputa de pênaltis. Nesta hora, a experiência conta muito e o P-36 fez valer seu currículo vitorioso. Sem sentir a pressão, Seara, Serman, Arthur e Parentoni converteram suas cobranças. Igor Galera, Renan Fernandes e Rodrigo também fizeram as suas, mas, Ricardo Fontes, que não vinha participando do jogo e por isso estava frio, foi escolhido para cobrar. Sem se concentrar, ele correu para a bola e chutou para a lua a chance do BSB de chegar à final pela primeira vez. Ótimo para o P-36, que agora irá fazer um jogão na decisão da Liga Beneditina contra o Ralac.